segunda-feira, maio 03, 2010

LUTO

Éramos sete...
Minha mãe, D. Dione, era filha única. Do casamento, dois filhos, eu e o Angelo. Divorciada, morou na casa dos pais, Sr. Guaracy e Dona Mundica, mais que avós, para nós. Na casa ao lado, nossos tios-avós, Dona Dejamira e Seu Neto (que eu chamava de "Tetinho"... em tenra idade nao conseguia pronunciar "titiozinho". Ficou "Tetinho" pro resto da vida). Esses não tinham filhos. Literalmente ajudaram na criação de mamãe, de mim e do Angelo. Tivemos uma fartura de pais então.
O primeiro a descansar (e como merecia) foi o avô, Seu Guaracy, o homem dos livros. Depois, segue Dona Mundica, sua esposa. Não demora muito e a vez de Tetinho. Éramos somente quatro, naquele instante. Agosto passado foi a vez de D. Dione, minha mãe. Dos anciões, somente Titia Dejamira, ja bem doente. Foi ela que veio pra Cajazeiras, logo após a morte de mamãe. Eis que sabado proximo-passado D. Dejmira vem a falecer aqui mesmo, às margens do Açude Grande, no Hospital Regional. Somos somente dois agora, Paccelli e Angelo.


Titia-avó Dejamira
1920-2010
ps - em tempo. Ela tocava violão

Um comentário:

Futura pedagoga disse...

Faço parte dessa estória, meio torta, mais amiga leal, amiga de todas as horas. Meus amigos queridos, seus avós, seus tios e sua mãe que aprendi a amar, respeitar. todos os anos na minha passagem para canoa-quebrada, era parada obrigatória. Sempre recebida com sorriso largo, olhos brilhantes em me rever. esse ano, não tive coragem de ir a canoa, pois sabia que minha parada não existiria.
saudades de vocês.